O fenômeno da inflorescência

Nem sempre o que vemos, é o que parece ser. Veja essa flor de girassol, por exemplo:

Foto: PixaBay

Linda, não é mesmo? Uma flor alegre e imponente, todos conhecem essa imagem, cor e forma desde criança, quando tínhamos que nomear os objetos e desenhá-los. É praticamente uma das primeiras flores que temos conhecimento e contato. UMA FLOR de girassol.

UMA flor? Vamos olhar mais de perto:

Detalhes de um girassol.

Alguns já pegaram, e você, pegou? O girassol, como tantas outras flores, trata-se na verdade de uma inflorescência, ou seja, é o conjunto de várias pequenas flores.

No caso do mesmo, as flores encontram-se inseridas no capítulo – nome dado ao tipo de inflorescência em que as flores estão muito próximas de si e inseridas em um eixo comum.

O que chamamos de pétalas do girassol, são flores estéreis modificadas também inseridas no capítulo.

O fenômeno da inflorescência é fascinante e se apresenta de várias formas diferentes. Como nesse antúrio com uma bráctea protetora que serve como atrativo e “pista de pouso” para polinizadores e uma inflorescência do tipo espádice.

Alguns exemplos de plantas com inflorescência são: milho, cerejeira, girassol, antúrio, hortelã, uva, abacaxi.

Recentemente fiz um post no Twitter que gerou muita repercusão e engajamento. Mostrei que o abacaxi é resultado da fecundação das flores de uma mesma inflorescência. Cada flor forma um gominho do abacaxi.

Inflorescência do abacaxi. Créditos ao respectivo autor.

Ou seja, o abacaxi é um fruto múltiplo!

Tecnicamente falando, o “caxi” é uma frutescência e cada gominho é um frutículo.


Confira o post, aproveita e segue a gente no Twitter para um contato mais direto:

A invasão das vespas assassinas asiáticas

Vespa asiática – FOTO: WIKIMEDIA COMMONS/REPRODUÇÃO

A chegada das “vespas assassinas asiáticas” nos Estados Unidos têm dado o que falar nas redes e canais de notícias. Testes científicos comprovaram a origem da espécie vinda do sudeste asiático, precisamente do Japão. Sua chegada ao continente americano ainda é desconhecida, porém há suspeitas de transporte acidental em cargueiros.

A vespa é grande, possui cerca de 5 centímetros. Sua picada é extremamente dolorosa e fontes comparam a potência de sua toxina a de algumas cobras. Estimativas apontam cerca de 40 mortes por picada de vespa por ano só no Japão.

As abelhas são sua principal presa, suas grandes mandíbulas e seu ataque por decaptação são destaque da espécie, esse último foi o delator da presença das vespas nos EUA, já que inúmeras abelhas foram encontradas decaptadas por aí sem explicação inicialmente. Ataques podem ocorrer contra humanos ao se sentirem ameaçadas.

Por ser uma espécie exótica, não há predadores naturais para conter a praga. Será? Sim, de fato. Porém surgiu um bom candidato para predação das vespas, o voraz louva-a-deus. Um video de um louva-a-deus devorando uma vespa viralizou recentemente. Isso significa que a invasão será controlada? Não mesmo, a vespa também pode contra o versátil louva-a-deus, é um verdadeiro duelo de titãs, além das vespas não serem o prato principal do louva-a-deus e os encontros serem raros.

O verdadeiro risco que elas proporcionam em larga escala são os danos econômicos e biológicos contra as abelhas, as quais já se encontram em risco de extinção, o que nos afeta indiretamente. Entenda: A IMPORTÂNCIA DAS ABELHAS.

Ainda não temos informações dessas vespas no Brasil.

Quantas espécies de plantas existem?

Os diversos ambientes do planeta Terra, juntamente com as necessidades dos seres vivos, das mutações genéticas e da seleção natural moldaram evolutivamente os seres que nele habitam. Como consequência disso surgiram inúmeras espécies diferentes ao longo de milhões, bilhões de anos – já que a estimativa do surgimento da vida é de 3,5 bilhões de anos -, aumentando e muito a biodiversidade em nosso planeta.

Novas espécies de plantas e animais são descobertas a cada dia e atualmente descobrimos cerca de 2000 espécies novas de plantas por ano, muitas das quais já estão à beira da extinção. O Brasil, a China e a Austrália são os países que têm oferecido o maior número de espécies novas para a ciência. Lembrando que o Brasil é o país com maior biodiversidade do planeta, possuindo aproximadamente 23% da flora mundial.

Quantas espécies de plantas existem no mundo? Já se fez essa pergunta? A ciência nos trouxe a resposta. De acordo com pesquisadores do Royal Botanic Gardens, Kew, no Reino Unido, existem cerca de 391.000 espécies de plantas vasculares atualmente conhecidas pela ciência. Destas, cerca de 369.000 espécies são angiospermas (plantas com flores).

Pelo visto, ainda faltam muitas espécies para nosso Catálogo :’-)

Um pesticida pouco convencional

Pragas agrícolas assolam a humanidade desde tempos remotos, quando começamos a nos estabelecer em locais fixos e a plantar. Desde então procuramos e desenvolvemos maneiras de defender nossas tão importantes plantações de pragas como fungos, lagartas, formigas, gafanhotos, ervas daninhas; e hoje em dia isso quase sempre envolve a utilização de químicos agrotóxicos em larga escala. Porém existem outras maneiras de combater tais pragas, como pesticidas com compostos naturais extraídos de plantas; plantações em sistemas agroflorestais, os quais permitem um controle biológico das pestes; e patos… O quê? É isso mesmo… CEM MIL PATOS!

“Exército de patos” na China (Imagem: Twitter)

Na China resolveram utilizar 100 mil patos para controlar uma invasão de 400 bilhões de gafanhotos vindos das fronteiras da Índia e do Paquistão. Uma saída interessante, pois os gafanhotos já têm fama na história por destruir plantações e causar grandes prejuízos alimentares e econômicos à humanidade, então criaram esse “plano de emergência” barato e provavelmente eficaz para contenção dos invasores. O órgão de Agricultura e Alimentação da ONU afirma que essa nuvem de gafanhotos se encontra presente na região desde junho de 2019.

Nuvem de gafanhotos (Imagem: Arto Hakola)

Há índices de reprodução bem altos e invasões de gafanhotos em outras regiões do oriente médio e do leste da África, mas a China já se preparou com antecedência para essa “PATOlogia”.

A anatomia da flor.

As flores são coisas tão comuns no dia a dia, ficamos tão distraídos com suas inúmeras cores, formatos e cheiros que nem nos damos conta da complexidade biológica e dos segredos que suas pétalas escondem. Que tal o esquema acima? Uma flor não é apenas um objeto feito para agradar os olhos que quem as vê, são muito mais interessantes que isso.

As flores são as estruturas reprodutivas das plantas angiospérmicas, constituídas por cálice, corola, gineceu e androceu quando completa.

A corola é a parte da flor constituída pelas pétalas, geralmente são peças vistosas e coloridas para atrair polinizadores. O cálice é constituído pelas sépalas, normalmente de cor verde, é uma peça de proteção na base da flor.

Damos o nome de androceu o órgão masculino das flores, ou seja, o conjunto dos estames. E gineceu o órgão feminino, que consiste em um ou mais pistilos.

Os estames são constituídos pelo filete e pela antera, onde o pólen é produzido.

Antera com grãos de pólen.

O pistilo é constituído pelo estigma, o qual recebe o pólen; o estilete, uma parte intermediária, na qual o tubo polínico cresce; e o ovário, o qual contém os óvulos.

Ovário.

Óvulo.

A maioria das plantas possuem flores hermafroditas, também chamadas bissexuais, ou seja, com androceu e gineceu. Outras possuem flores unissexuais, podendo ter flores masculinas e femininas no mesmo indivíduo ou a planta pode apresentar APENAS flores masculinas OU femininas.

Uma flor pode ser diclamídea, monoclamídea ou aclamídea.

Diclamídea: possui cálice E corola.

Monoclamídea: possui apenas o cálice OU a corola.

Aclamídea: NÃO possui cálice e corola.

A haste de sustentação de uma flor é chamada de pedúnculo. A extremidade do pedúnculo é chamada de receptáculo, estrutura dilatada a qual prendem-se os verticilos florais.

Verticilos tratam-se de folhas evolutivamente modificadas transformadas em peças florais, os quais podem ser férteis ou inférteis, chamados de verticilos férteis (estames e pistilos) e verticilos protetores (cálice e corola).

Planos de simetria

Quanto ao plano de simetria, as flores podem ser classificadas em:

Actinomorfa: ocorre quando é possível dividir a flor em 6 partes iguais, comparativamente a uma estrela do mar.

Zigomorfa: a flor apresenta apenas um plano de simetria, o qual a divide em duas partes iguais.

Pode também ser assimétrica.

A importância das abelhas.

A importância das abelhas ainda é um assunto pouco debatido, apesar de já estarmos em uma situação de extrema urgência por se tratar de um problema real que se agrava a cada dia, o qual veio se agravando nas últimas décadas por conta de diversos fatores como alterações no clima e principalmente o uso intensivo de pesticidas agressivos e altamente tóxicos, como o recente sulfoxaflor, os pesticidas derivados da nicotina (neonicotinóides) e outros químicos que as vêm matando assustadoramente rápido, com a quantidade de baixas chegando à casa bilionária. Você não leu errado.

Esse problema ameaça boa parte da vida em nosso planeta, que têm os vegetais como base da teia alimentar. E não pense que é um problema afastado de você, pois a morte desses polinizadores é algo que acontece aqui e agora, e logo poderemos nos deparar com problemas alimentícios.

O governo brasileiro liberou mais de 380 químicos altamente nocivos a esses polinizadores em 2019.

Uma emergência que deve ser atendida a tempo

A vida vegetal assim como qualquer outra na Terra, precisa se reproduzir, como as plantas são fixas no lugar, seu sucesso reprodutivo depende de polinizadores – tratando-se da polinização biótica, que abrange a maioria dos vegetais – sendo a maioria deles insetos, e principalmente as abelhas (cerca de 80% das plantas se reproduzem através delas, como sugerem estudos), que em sua busca por pólen (seu alimento) acabam polinizando legumes, frutas e grãos. A nível alimentar, o trabalho das abelhas abrange cerca de 2/3 de nossos alimentos.

Em caso de falta das abelhas a dinâmica dos ecossistemas entraria em colapso, os vegetais teriam dificuldade de se reproduzir, não desenvolveriam seus frutos, os animais da base herbívora não teriam comida, logo os carnívoros e onívoros, como em uma reação em cadeia seres dependentes seriam extintos em pouco tempo. Enquanto a nós: segundo estudos, seríamos extintos em cerca de 4 anos, EXTINTOS!

O que pode ser feito?

Se chegou até aqui você deve ter entendido a gravidade da situação, saiba que você também pode fazer alguma coisa.

  • A luta para a proibição de químicos para crescimento vegetal e pesticidas agressivos já está acontecendo, todo apoio para exercer pressão é bem vindo.

Número de agrotóxicos liberados em 2019 no Brasil é o maior dos últimos dez anos.

Uol Notícias.
  • As mudanças climáticas e o aquecimento global precisam ser freados, você pode fazer a sua parte com tudo aquilo que você aprendeu na escola (ou deveria ter aprendido).
  • Você também pode ajudar DIRETAMENTE as abelhas em sua própria casa simplesmente plantando! Faça sua horta, além de poder produzir alimentos em sua própria casa, ajuda a reduzir a temperatura local, a purificar o ar e o ambiente tornado-o agradável e bonito.
  • E mais simples mas não menos importante: não mate uma abelha! Ela só vai te ferroar caso seja hostilizada.

Além disso, só um monstro mataria um serzinho desses *-*

Por que as bananas não tem sementes?

Todos nós conhecemos essa fruta maravilhosa e popular que é a banana, muito prática pois basta descascar e comer sem maiores dificuldades nem contratempos, como sementes.

Mas, por que essa fruta não possui sementes? Vamos por partes, algumas espécies de banana possuem sim sementes, mas vamos falar das que estamos familiarizados a comer no dia a dia.

Espécie de banana possuidora de sementes.

Nem tudo é o que parece.

Muitos acreditam que aqueles pontinhos pretos próximos ao eixo da banana são sementes, na verdade são óvulos não fecundados, vulgo sementes estéreis, não desenvolvidas, vestigiais.

Sumiu?

Acredita-se que o desenvolvimento do fruto com ausência de sementes decorreu de seleção artificial, quando produtores começaram a cultivar as bananas “defeituosas” que sofreram alguma alteração genética que as tornaram inférteis com o objetivo de aumentar a qualidade do produto para o consumo humano, livre de sementes, para nossa comodidade.

Sem sementes como a bananeira se reproduz?

A bananeira pertence à família das Musáceas, cujos membros possuem um caule subterrâneo chamado rizoma, que é o verdadeiro e único caule da bananeira. É a partir desse rizoma que nascem os brotos que dão origem a um novo indivíduo. Nesse caso, a nova planta carregará as mesmas informações genéticas da anterior, ela será idêntica à planta-mãe. Isso é um problema pois carregarão também as mesmas vulnerabilidades com relação a pragas e doenças. Numa plantação de bananeiras o que vemos é um verdadeiro exército de clones!

Como criar plantas híbridas.

Em outra pesquisa motivada por projetos pessoais, resolvi entender como funciona o processo de hibridização manual de plantas com flores e trazer aqui.

Do que se trata a hibridização?

A hibridização em agricultura é feita pelo cruzamento de variedades da mesma espécie ou com parentesco próximo. O objetivo da criação de plantas híbridas é replicar as melhores características de duas variações de uma espécie em uma só, sejam essas a cor da corola, o tamanho das pétalas, das folhas, a altura da planta, a qualidade dos frutos. Varia de acordo com seu interesse e com as tentativas de hibridização a fim de que aquela característica específica seja transferida para a nova geração.

A polinização cruzada de plantas é o método usado para criar plantas híbridas. Não é intrigante observar duas plantas – uma com flores bonitas e grandes e outra com flores bem menores, mas uma linda cor – e imaginar que poderia haver uma flor com as duas características? Que tal uma pimenteira que produz lindas pimentas vermelhas e outra que produz pimenta amarela bem saborosa? Já imaginou que tipo de pimenteira você obteria se realizasse polinização cruzada com as duas? Bem, a mãe natureza faz isso o tempo todo e você também pode!

Tal prática é mais eficiente quando feita de forma dirigida e programada, porém, é importante ter o conhecimento de que é sim possível fazê-la em casa, e esse é o objetivo do post.

Tomemos como exemplo os Hibiscos.

Hibiscos são uma das plantas mais comuns a serem hibridizadas.

O cruzamento é um processo simples, pode ser feito esfregando a haste de uma flor com o pó amarelo (pólen) no estigma (são as cinco formas ovais avermelhadas que ficam mais protuberantes na haste) da outra. Os elementos masculinos da última devem ser retirados para evitar fecundação com o próprio material genético.

Pólen do hibisco amarelo no estigma do rosa

Algumas semanas depois de fecundada, logo abaixo da flor estará um bulbo com as sementes resultantes da mistura das duas ou mais plantas usadas na hibridização. Essas sementes podem ser plantadas em novos vasos e produzirão uma planta com cor e formato resultante do cruzamento. Leva tempo até a produção das primeiras flores resultantes da hibridização, mas se você escolheu bem, o resultado será espetacular!

Isso pode ser feito com praticamente todas as plantas com flores, as mesmas devem possuir parentesco próximo, de preferência serem do mesmo gênero para que o cruzamento genético venha a ser possível.

Dicas:

Estude as plantas para familiarizar-se com o estame e o estigma. O estame é o órgão masculino da flor. Ele é a porção da flor que tem o pólen formado. Se você não conseguir ver o pólen a olho nu, use uma lupa. O estigma é o órgão feminino. O pólen precisa ser depositado no estigma para que migre por um tubo a fim de fertilizar a flor. Leia A Anatomia da Flor.

Depois de polinizada, cubra a flor recebedora com um saco plástico para evitar que seja polinizada por outros, como abelhas ou insetos voadores. O saco funciona como um cinto de castidade até a flor revelar que foi fertilizada com sucesso.

Observe a flor recebedora murchar; isso é um sinal de que foi fertilizada. Agora é seguro remover o saco. A flor murcha impede nova fertilização. Agora, toda a energia da planta estará direcionada à reprodução na forma das sementes sendo geradas.

Observe as sementes formarem-se em algumas semanas. Colha-as e replante-as imediatamente ou espere até a próxima estação de crescimento.

Armazenamento de sementes.

Precisei fazer um projeto de armazenagem de sementes a longo prazo recentemente e ainda não sabia como fazê-lo da forma mais adequada e eficiente a fim de que a preservação das sementes fosse máxima; andei pesquisando e encontrei várias informações interessantes e muito relevantes para proporcionar um armazenamento eficaz e seguro de sementes para uso posterior. Não é um tipo de informação muito comum, então pensei em compartilhar com vocês o que encontrei. Isso é para os interessados e para os que tem hobbies vegetais como eu.

Pois bem, Como Armazenar Sementes Corretamente?

1 – Há alguns pontos básicos a se considerar no armazenamento das sementes:

  • Sementes exigem um local fresco e seco, para melhor armazenamento;
  • Flutuações de temperatura e umidade são os piores inimigos das sementes;
  • As sementes mais vigorosas, no momento da colheita, vão se manter armazenadas por mais tempo;
  • As sementes incorretamente secadas podem deteriorar drasticamente ao longo do tempo;
  • Sacos e frascos devem ser bem identificados com o nome da variedade, a data e outras informações úteis sobre a variedade armazenada.

2 – Umidade:

Sementes continuam a exercer os processos vitais, a uma taxa baixa, enquanto dormentes. Absorvem a umidade do ar que combina-se com o alimento armazenado no interior da semente para formar um alimento solúvel, que então se combina com o oxigênio do ar para liberar água e calor. Muita umidade no ar fará com que as sementes queimem sua comida armazenada muito rapidamente, produzindo um excesso de calor que irá baixar ainda mais a capacidade das sementes para germinar. A necessidade de se manter essas mudanças a um mínimo durante o armazenamento, prolonga a vida das sementes.

Um nível de 6-9% de umidade para sementes de cânhamo, por exemplo, é ideal para o armazenamento a longo prazo. Um teste para níveis de umidade mostra que as sementes de casca dura, como as sementes de cânhamo, quando em torno de 8% de umidade, quebram em pedaços ao invés de ficar amassadas quando colocadas no concreto e golpeadas com um martelo.

O sílica gel dessecante é frequentemente utilizado na secagem de sementes, é usado também para ajudar a manter estáveis os níveis de umidade dentro de um recipiente de armazenamento permanente. Usa-se o mesmo peso de sílica e de sementes. Recomenda-se colocar a quantidade correta de gel de sílica no fundo dos recipientes para manter os níveis baixos de umidade. Esteja ciente de que você pode danificar seriamente as sementes ao reduzir demasiadamente os níveis de umidade, motivo pelo qual se recomenda não usar sílica demais.

3 – Temperatura:

As sementes podem sobreviver a temperaturas que iriam matar a planta-mãe, desde que estejam completamente secas porque o excesso de umidade nas sementes pode congelar, danificando as mesmas.

As sementes precisam ser armazenadas em local fresco ou frio. Portanto deixá-las perto do chão é melhor do que mais perto do teto, onde geralmente é significativamente mais quente. No entanto, para o armazenamento a longo prazo, colocar sementes na geladeira ou no freezer é a melhor opção, sempre que o conteúdo de umidade das sementes e do recipiente de armazenamento seja baixo, e o recipiente seja hermético. A temperatura ideal no frigorífico é de cerca de 4oC.

Um freezer é o melhor para o armazenamento de sementes a longo prazo, embora você precise tomar certos cuidados:

Você não deve retirar as sementes do freezer por muito tempo para que as mudanças de temperatura não as danifiquem.

Quando você quiser remover as sementes do congelador é importante deixar o recipiente fechado até que a temperatura das sementes fique igual à temperatura ambiente, de outra maneira irá formar condensação sobre elas.

4 – Luz:

Assim como certos niveis de umidade e de temperatura, a luz pode ajudar a estimular e apoiar o processo de germinação. Muitos alimentos, produtos farmacêuticos e químicos se deterioram rapidamente quando expostos à luz, assim também a viabilidade e o vigor das sementes ficam afetados por serem expostas à luz durante o armazenamento.

5 – PROBLEMAS NO ARMAZENAMENTO DAS SEEDS:

5.1 – MOFO/BOLOR:

As sementes não secadas ao correto nível de umidade, antes de serem seladas em recipientes adequados, podem apodrecer, coisa que acontece com certa frequência. Um teste simples: depois de ‘secar’ e colocar em frascos de vidro fechados ou sacos de plástico, o aparecimento de condensação no interior dos recipientes dentro de algumas horas indica a necessidade duma nova secagem. O sílica gel deverá ajudar com isso. (Vide ponto 2).

5.2 – INSETOS:

Insetos que podem ter escapado à atenção podem causar estragos em sementes armazenadas. Algumas pitadas de terra diatomácea é uma maneira segura, barata e não tóxica, de proteger as sementes contra os danos dos insetos. Não é preciso usar muito, só não se esqueça de revestir levemente todas as sementes antes do selado final e armazenagem. A terra diatomácea está disponível na maioria das lojas de jardinagem.

5.3 – ROEDORES:

As sementes não armazenadas em recipientes de vidro ou metal podem proporcionar um verdadeiro banquete para os ratos e outros pequenos vermes. Certifique-se de manter todas as sementes dentro de recipientes de metal ou vidro e devidamente etiquetados.

Informação Retirada de SEEDSMAN.